quinta-feira, 12 de abril de 2007

Estamos todos na mesma fogueira


Galdino Jesus dos Santos, 44, índio Pataxó estava orgulhoso. Afinal, um de seus companheiros de delegacao, participou da audiencia com o presidente da Republica, Fernando Henrique Cardoso. Provavelmente, aproveitariam os dias de folga na cidade para visitar o acampamento do movimento, trocar ideias e informacoes sobre suas experiencias na luta pela terra.
Em mais um triste "Dia do Indio", Galdino saiu `a noite com outros indigenas para uma confraternizacao na Funai. Ao voltar, perdeu-se nas ruas de Brasilia e chegando tarde `a pensao onde estava hospedado foi impedido de entrar no local. Cansado, sentou-se num banco de parada de onibus e adormeceu.
As 5 horas da manha, Galdino acordou ardendo numa grande labareda de fogo. Um grupo de cinco jovens de classe media alta, entre eles um menor de idade, da Capital Federal, parou o veiculo e enquanto um manteve-se ao volante, os outros quatro dirigiram-se até o local onde se encontrava a vitima. Logo apos jogar combustivel, atearam fogo no corpo. Foram flagrados por outros jovens corajosos, ocupantes de veiculos que passavam no local e prestaram socorro `a vitima. Os criminosos foram presos e conduzidos `a 1a. Delegacia de Policia do DF onde confessaram o ato monstruoso. Ai', a estupefacao: os jovens "queriam apenas se divertir" e "pensavam tratar-se de um mendigo, nao de um indio", o homem a quem incendiaram.
Levado ainda consciente para o Hospital Regional da Asa Norte - HRAN, Galdino, com 95% do corpo com queimaduras de 3. grau, faleceu `as 2 horas da madrugada de hoje.
Do site:http://abyayala.nativeweb.org/brazil/cimi/256port.html
(20 de Abril de 1997)

O dia do Índio está chegando... e o Brasil insiste em queimar a nossa esperança de viver dias melhores.


Assassino do índio Pataxó agora é funcionário federal! Bruno, o rapaz que matou o Índio Galdino queimado foi libertado, "passou" no concurso público e agora ganha R$ 6.600,00 por mês. "Nomeado com louvor", este foi o título da reportagem do Correio Brasiliense do dia 22/12/02, a respeito da seguinte situação: O filho do presidente do TJDF, Bruno (aquele marginalzinho que pôs fogo no índio pataxó), fez concurso público para o cargo de segurança (12 vagas disponíveis; salário de R$1.300,00; nível exigido 2º grau) e ficou em 65º lugar.
Após 12 dias no cargo, ele foi promovido a dentista do TJDF para ganhar R$ 6.600,00. O presidente do TJDF, o pai, juiz Edmundo Minervino, ainda teve a cara-de-pau de afirmar na entrevista: "Não houve ato ilegal nenhum".
Do site: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/05/254466.shtml
(12 de Abril de 2003)

Quem tem medo de cara feia?


As carrancas são utilizadas na frente das embarcaçõs no Rio São Francisco como forma de espantar os misteriosos seres que habitam o fundo das águas, como por exemplo, o temido nego d'água, que vira os pequenos barcos e pega as crianças desavisadas que brincam na beira do rio à noite, levando-as para as profundezas do rio.
Então, o papel das carrancas é justamente assustar os desavisados que passem por perto...
Mas, essa daí, coitada, parece que viu um fantasma!

Vamos todos Cirandar!



A sabedoria popular sempre nos ensinando a lidar com a vida e com o mundo ao nosso redor de forma simples e poética.
As brincadeiras de roda ainda são presentes em alguns lugares do interior, como forma de socialização entre os moradores e familiares, onde cantam músicas de melodias simples e divertidas e juntos, crianças e adultos, sem perceber, estreitam os laços de amizade e de respeito com o seu companheiro.
Na infância, a brincadeira de roda faz com que a criança tenha noção da importância de se conviver com as diferenças, já que não se escolhe a mão que será estendida para se segurar e de forma descontraída os pre-conceitos vão sendo jogados longe no rodar das mãos integradas.
A Ciranda, como também é chamada, talvez seja a solução do futuro para se combater a intolerância religiosa, racial, sexual, dentre outras que regem o nosso mundo interior e exterior.