
Hoje chegando da faculdade, assistí a triste notícia da morte de Marinês, cantora pernambucana, que passou grande parte da sua vida na Paraíba, também conhecida como a Rainha do Xaxado ou a Luiz Gonzaga de saias(ao meu ver, a comparação pode ser dispensada, apesar de ela ter seguido o movimento puxado pelo velho Lula).
Segundo a reportagem, Marinês passou o dia de ontem bem, até brincou com os filhos, recebeu a visita de Genival Lacerda e sua esposa e à noite enquanto dormia, como morre um anjo, teve outro AVC e partiu quase sem perceber que partia.
É incrível como a morte 'inda nos causa dor, né?
As lembranças, ora nos confortam, ora nos magoam ...
Quando pequeno, tomando minha mamadeira deitado na rede, enquanto minha mãe executava os alfazeres domésticos, ouvíamos juntos (acho que ela nem sabia que eu também gostava) os discos de Marinês e sua Gente, era como se chamava a sua banda de baião (a primeira liderada por uma mulher).
"Quê que ôce foi fazer no mato maria chiquinha...?" Lembro dessa...
Tinha uma que eu adorava, "Ô Sirirí, Ó meu bem, Ô Siriá
Roubaram meu amor e me deixaram sem amar,
Eu agora arranjei outro, Quero ver você tomar..."
Depois de crescido, descobrí a força e a riqueza dessa artista e sua música e passei a admira-la por levar aquela música que nasce no íntimo dos interiores do nordeste até às nossas casas.
Que lindo trabalho Marinês realizou durante toda a sua vida!
Hoje assistí a notícia do seu falecimento ao lado da minha mãe e penso no quanto foram valiosas as vezes em que ouvimos juntos o seu lindo canto nordestino.
Obrigado Marinês, vida eterna à sua arte!
Leia um pouco sobre a vida de Marinês: