
por BRAULIO BRILHANTE
Especial para o JC
Imagine uma ilha repleta de praias desertas distribuídas em cinco quilômetros de um dos mais belos e acidentados trechos do rio São Francisco. Um lugar tranqüilo, bem menor que a Ilha de Itamaracá, entrecortado de matas, elevações, lagos e enormes mangueiras, cujas sombras acolhem generosamente os moradores na sesta do almoço – ritual, aliás, herdado dos antepassados caboclos.
Essa é a encantadora Ilha de Massangano, localizada a apenas 15 quilômetros de um dos mais importantes pólos econômicos da região, a cidade de Petrolina. Com todos esses atributos, é de se esperar que esse santuário ecológico ofereça um vasto leque de atrações naturais, desde caminhadas por trilhas só conhecidas pelos ilhéus a mergulhos nas águas do velho Chico.
Além das paisagens, ali é possível encontrar algumas das mais ricas tradições culturais da região. A maioria delas tem raízes na religiosidade popular, como as festas de São Gonçalo e de Reis, quando os moradores da ilha aproveitam para dançar o ‘samba de véio’, uma tradição de mais de um século que ainda hoje é repassada pelos mais velhos às gerações mais novas.
Com todas essas particularidades, é impossível não se render aos encantos da fascinante Ilha de Massangano.
Com todas essas particularidades, é impossível não se render aos encantos da fascinante Ilha de Massangano.
Além de usufruir de uma paisagem ímpar, o visitante tem a sensação de ter voltado no tempo, na época dos negros e índios quilombolas.
O povoado da Ilha de Massangano é formado pelas 140 famílias.
Os moradores são gente simples e humilde – geralmente parentes próximos dos escravos. Sabe-se que os primeiros registros oficiais da população datam de 1830, provável início da ocupação do lugar. O nome da ilha, contam seus moradores, foi dado pelo antigo dono, um rico fazendeiro de nome João Massangano. Com o tempo, a ilha teria sido ocupada por índios e negros escravos fugitivos e alforriados, vindos do sertão de Pernambuco e da Bahia.
Leia a matéria na íntegra no Site: http://www2.uol.com.br/JC/_2001/0204/tu2903_1.htm