
segunda-feira, 30 de abril de 2007
TINCOÃS

domingo, 29 de abril de 2007
Foi tão bom participar, conhecer Garanhuns, cidade linda e agradável, o festival foi maravilhoso, tirei até foto com Jair Rodrigues. Rapaz, o bicho é muito figura!
No mais, tô cheio de planos! :) Até compus uma nova música, coisa que não estava conseguindo a muito tempo. Um baião.
DEU UM TANGOLOMANGO NO RESTO DO TEXTO...
sexta-feira, 27 de abril de 2007
O nível das músicas do festival está bom, maracatús, côcos, bumba meu boi e as mais variadas manifestações populares do Brasil, todas muito bem representadas aqui.
Um grupo vocal de Santa Maria -RS, cantou uma linda música a três vozes. Muito bom! Além do mais os caras são gente boa.
Outros são esquisitos, me parecem cheios de sí... o matuto aqui fica só observando e se divertindo com tudo. Carolzinha e menininho chegaram hoje. Ela não pára de fotografar as coisas. Tiramos muitas fotos divertidas, até com uma velhinha que eu conheci, de 101 anos. rsrs
Pois é, seremos os primeiros da noite. Daqui a pouquinho será nossa apresentação!
Vou-me indo!
'Té mais!
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Tô em garanhuns.
Fui ver alguns ensaios das músicas de hoje, tomei sorvete, andei pela cidade, à noite vou tomar uma cana daquelas...Ah, encontrei com uma figura de Petrolina, Adilson Medeiros, está com uma canção muito legal concorendo hoje. Ele é de Petrolina, muito conhecido na época do Canta Nordeste.
pois é, só passei pra dar um alô.
Ah! hoje é dia da hipertensão. Já tomei meu remedinho, pra deixar ela bem controlada.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Arthur Bispo do Rosário - Genialidade ou Loucura?

Da sucata e do lixo, ele produzia uma série de trabalhos que apenas pretendiam marcar a passagem de Deus na terra.
Como é de costume, a sociedade faz pouco caso das pessoas que, por doença, opção ou um motivo qualquer, não se enquadram em determinados padrões considerados “normais”. Esse era o caso de Arthur Bispo do Rosário, hoje considerado um gênio das artes plásticas brasileiras, com trabalhos expostos em muitas salas fora do Brasil. Essa consagração se tornou concreta apenas no final de sua vida. Por muitos anos, ele esteve internado na Colônia Juliano Moreira, o maior e mais antigo manicômio do Rio de Janeiro, sob a acusação de ser um doente mental.
Ele veio de uma das muitas famílias pobres do Vale do Cotinguiba - SE e depois de passar pela marinha, foi trabalhar como empregado de uma influente família carioca, que continuou garantindo-lhe a casa e a comida em troca de serviços.
Tudo transcorria dessa forma até a véspera do Natal de 1938, quando Bispo presenciou a chegada de um luminoso cortejo de anjos e soldados celestes. Eles lhe traziam uma mensagem de Deus: “Reconstrua o universo e registre a minha passagem aqui na terra”. Sob “ordens divinas”, ele deixa a casa dos patrões e vai para uma igreja, onde se apresenta como o homem “que veio julgar os vivos e os mortos”. Ninguém acredita. O fato é que após esse episódio, o visionário começa sua peregrinação por clinicas e hospícios, até chegar à Juliano Moreira.
Os registros do manicômio afirmavam que o ex-marinheiro sofria de “esquizofrenia parenóide”. O diagnóstico frio o condenava a um polêmico tratamento muito usado na época: o eletrochoque. Mas ele conseguiu escapar da sentença e passou a impor respeito. O segredo estava no boxe, esporte que praticou desde a época da Marinha. Com a condição de “xerife”, ele fica livre para cumprir sua missão de registrar a passagem de Deus pela Terra.
Esses registros aparecem na forma de vários estandartes, murais, bordados e outras peças feitas a partir de panos velhos, da sucata e do lixo. Na verdade, todos eles registram uma variedade de cores, detalhes, escritos e temas. Excertos de sua vida, fotos e textos das revistas Manchete e O Cruzeiro, a fé interior, os seus tempos de marinheiro e – sobretudo – a história do Juízo Final. Era nesse momento em que Bispo do Rosário dizia ter que apresentar todas essas obras diante de Deus, ao “fazer a passagem” para o além. No longo retiro da colônia, a preparação para esse momento foi intensa.
Bispo costumava dizer que “um dia, simplesmente apareceu no mundo”, para não deixar indícios de sua infância e adolescência. Segundo o pesquisador, os trabalhos do sergipano contém justamente o contrário. “Entre os muitos detalhes impressos ali, estão elementos da religiosidade popular, da coroação dos Reis Negros, do Cacumbi, do Reisado, da Chegança e do artesanato, que está muito presente através dos trançados e das técnicas de bordado que ele usava principalmente escrevendo em alto-relevo”, explicou ele.
Arthur já percebia que seus estandartes e bordados chamavam a atenção das pessoas, mas não teve tempo de conferir sua consagração como artista. Na noite de 5 de julho de 1989, provável data em que completara 80 anos, ele encerrou seu longo retiro preparatório e foi se apresentar a Deus, objetivo que acalentara por toda sua vida. (Gabriel Damásio)
Só fuçando...hoje tô meio indisposto...
Mas tô achando umas coisas legais no youtube.
Não paro de cantar essa música: http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ref=Musica&busca=contrato+de+separa%E7%E3o¶m1=homebusca&q=contrato+de+separa%E7%E3o&check=musica
domingo, 22 de abril de 2007

Torçam por mim e no Sábado ou domingo eu conto as novidades!
http://www.festivaisdobrasil.com.br/femuarte/classificadas.htm
Ótima semana pra todos!
TEMPO DE AMOR (BADEN POWELL E VINÍCIUS DE MORAIS)
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar
Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar
Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor
Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais
O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu
Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais
http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=tempo+de+amor¶m1=homebusca&check=musica

Que momento esplêndido!
Ao sentar-me na poltrona do teatro comecei a imaginar como seria ... O que seria DORAVANTE? O que Zé Manoel e toda sua trupe musical aprontaria? Uma curiosidade normal de todo artista torcendo pra dar certo e com vontade de ver algo novo, ouvir música, de qualidade, sabendo que seria justamente isso que eu e os demais presentes na platéia receberiamos de presente naquela noite. De repente ao ouvir a voz tímida do apresentador, comecei a me transportar para o mundo que intuitivamente sabia que seria um mundo lúdico, apaixonante, lindo!!!
Avante guerreiro da nossa música! Avante ! Avante! LEVANTE ESSA BANDEIRA SEMPRE!
Alan é um cantor muito popular aqui na região e eu toquei na sua banda por quase três anos. Fiquei muito lisonjeado com o que ele escreveu sobre o show.
Brigado Alan!! Xero!
sexta-feira, 20 de abril de 2007
CLÃ BRASIL - Amor a perder de vista
Forró pé-de-serra Paraibano, de João Pessoa.
As meninas além de serem muito simpáticas, tocam muito, mas muito bem!
São impressionantes e tem formação musical clássica e popular.
Estão também no DVD de Sivuca, que infelizmente faleceu antes de lança-lo.
http://www.clabrasil.com/

Desaparecida em março de 2006 no sudoeste da França, na véspera da mudança da família, a gatinha "Mimine" foi encontrada por seu dono na terça-feira em Tréveray, cerca de 13 meses depois e a 800 km do local onde vivia.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
O Guarani - Placido Domingo and Ainhoa Arteta
Um trecho da obra O Guarani, de Carlos Gomes, um dos mais importantes nomes da música erudita brasileira e mundial.
Apesar de compor basicamente em italiano, na linda ópera O Guarani, Carlos Gomes se utilizou da temática indígena, baseando-se no romance de José de Alencar, de mesmo nome.
O tema principal da Ópera, a sinfonia O Guarani é bastante conhecido no Brasil, assim como o pam pam pam pam da 5º sinfonia de Beethoven, que muitos cantarolam, mas não sabem de que música se trata.
Eu coloquei na discografia aí no lado da página, o cd da ópera e logo na primeira faixa, vocês poderão ouvir esse tema por inteiro!Vale a pena conferir!!
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Desde que ouvi a sua "Valsa verde" nunca mais parei de compor valsas!
Alguns frevos de Capiba: http://merciabcs.loginstyle.com/2007/02/09/100-anos-de-frevo/
Capiba - Orgulho pernambucano!

Capiba por Vanessa da Mata (Marco Zero, carnaval 2007)
DE CHAPÉU DE SOL ABERTO
De chapéu de sol aberto
Pelas ruas eu vou
A multidão me acompanha, eu vou
Eu vou e venho pra onde não sei
Só sei que carrego alegria
Pra dar e vender
(deixa o barco correr)
Espero um ano inteiro
Até ver chegar fevereiro
Pra ouvir o clarim clarinar
E a alegria chegar
Essa alegria que em mim
Parece que não terá fim
Mas, se um dia o frevo acabar
Juro que eu vou chorar.
(Essa é pra tú, Florzinha)
domingo, 15 de abril de 2007
Antony and the Johnsons, Björk e perversões
Há vozes que a gente ouve e passam sem nos chamar a atenção; outras, no entanto, vêm, ás vezes de modo lento, e, como um sussurro, se instalam na nossa cabeça e ficam fixadas em algum ponto do cérebro o qual identifica um misto de emoções entre o espanto e o encantamento. São raras as vezes que isso acontece, mas quando surge é como se a vida fosse maior do que ela é, exatamente porque há no mundo coisas cuja criação se constrói do mistério de ainda ser diferente e espantar num mundo tão cheio de simulações e cópias.Falo isso porque uma estranha figura surgida do underground de Nova York e de aparência andrógina causa um estranho encantamento em quem o escuta. Ao ouvi-lo é impossível não despertar um repúdio imediato ou o desejo de querer ouvi-lo mais. Conheço pessoas que pertencem ao primeiro grupo e que o classificaram de cantor de funerais; eu pertenço ao segundo grupo. O nome dele: Antony e sua banda se chama The Jhonsons.
Inglês de nascimento, Antony foi para Nova York nos anos 90 onde cursou teatro experimental, abandonando-o logo depois, e por lá montou uma banda performática, fazendo shows em casas noturnas de público, por assim dizer, mais alternativo. Foi aí que ele forjou seu estilo, cuja marca é a ambigüidade de gênero, e criou um mundo onde habitam travestis e transexuais ou seres em transformação. Aliado a isso tudo, veio uma música forte e melódica cujas bases são feitas com piano, cordas e instrumentos bem rock’n’roll, como guitarras e bateria. O resultado dessa mistura, aliada a sua voz, que alguns amigos meus já confundiram com Nina Simone, veio num reconhecimento cada vez maior de seu talento e sua saída dos espaços underground nova iorquinos para as platéias da Europa.
Diz a lenda que Lou Reed ao vê-lo cantar, chorou de emoção e o convidou para cantar sua bela Perfect Day ( do já clássico Transformer) e outras participações. Lenda ou não, o fato é que Antony está muito bem acompanhado, representando um grupo de artistas que, se não renovam a musica pop e o rock, nos dá algo mais do que o habitual, nos fazendo sair do lugar-comum dos hits radiofônicos. Não à toa que em seu disco de 2005, chamado I’m a bird now, ele tem as companhias luxuosas do já citado Lou Reed, do super hypado-fã-deCaetano-e-neo-hippie Devendra Banhart, de Rufus Wainwright e de uma de suas maiores referências, Boy George.
Além disso, ele ainda cantou em uma das faixas das crianças grandes do Cocorosie (que, inclusive, fizeram show no Recife) e, de quebra, está cantando com Björk no novo disco da cantora islandesa, chamado Volta, e que será lançado em maio no Brasil. Além disso, ele abriu, há alguns anos, o filme Vida Selvagem, cantando á capela, rodeado de travestis, uma música que fala sobre morte e renascimento. Bizarro? Não. Obscuro? Muito menos. Acho que só escutando-o (e neste caso, vendo-o) para saber.
Para os curiosos em ver esta figura e, lógico, que desejam ouvir sua voz, recomendo algumas canções que não estão no disco citado acima; São elas: Twilight e Rapture. Esta última só reforça a idéia de que às vezes a criação supera seu criador em beleza e harmonia. Ouçam e saberão o que falo. Ou então ouçam o I’m a bird now da primeira à última faixa, destacando Hope there’s someone, que já foi inesperadamente usada até pela Globo, ou Fistfull of Love com abertura feita por Lou Reed e letra cujo eu-lírico fala de uma relação amorosa onde os punhos são usados não necessariamente para bater. Perverso? Talvez, mas esse rapaz supera, e muito, os comentários chocados ao seu estilo. Não à toa, ele falou certa vez que o novo punk é a delicadeza. Ouçam-no e tirem suas conclusões.
P.S.
Aproveitando esse momento estranho ( rsrsrssrsrs ) dou uma dica de leitura de poemas, ou melhor, de poeta. Leiam Valdo Mota, poeta de Vitória do espírito Santo cuja poesia mistura Deus e coisas menos sagradas. Depois posto algum poema dele aqui.
Geraldo Azevedo

É autodidata, aos 12 anos de idade já tocava violão. Ao mudar-se para Recife onde foi estudar, Geraldo se juntou ao grupo folclórico intitulado Grupo Construção onde conheceu Teca Calazans, Naná Vasconcelos , Marcelo Melo e Toinho Alves (componentes do Quinteto Violado) iniciando aí toda a sua trajetória musical.
Em 1967, seguiu para o Rio de Janeiro e depois de trabalhar com Eliana Pittman, juntou-se a Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin formando o Quarteto Livre, grupo que acompanhou Geraldo Vandré em seus shows até que, devido a problemas políticos com o governo militar, o grupo se dissolveu.
Foi depois de sua apresentação, junto com o amigo Alceu Valença, no Festival Universitário da TV Tupi, que Geraldo Azevedo teve o convite de gravar seu primeiro disco pela Gravadora Copacabana. Nesse mesmo ano a Copacabana lançou o disco "Alceu Valença & Geraldo Azevedo" marcando a estréia de dois jovens cantores e compositores que se tornaram dois dos maiores nomes da nossa música brasileira.
Participou de alguns importantes projetos coletivos de discos como "Asas da América", "Cantoria" e "O Grande Encontro", além de fazer parte de várias coletâneas. Mesmo não estando na boca da mídia nem vendendo números astronômicos, Geraldo Azevedo já se firmou como uns dois maiores músicos nordestinos da atualidade.
Tatiana Rocha
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Estamos todos na mesma fogueira

Em mais um triste "Dia do Indio", Galdino saiu `a noite com outros indigenas para uma confraternizacao na Funai. Ao voltar, perdeu-se nas ruas de Brasilia e chegando tarde `a pensao onde estava hospedado foi impedido de entrar no local. Cansado, sentou-se num banco de parada de onibus e adormeceu.
As 5 horas da manha, Galdino acordou ardendo numa grande labareda de fogo. Um grupo de cinco jovens de classe media alta, entre eles um menor de idade, da Capital Federal, parou o veiculo e enquanto um manteve-se ao volante, os outros quatro dirigiram-se até o local onde se encontrava a vitima. Logo apos jogar combustivel, atearam fogo no corpo. Foram flagrados por outros jovens corajosos, ocupantes de veiculos que passavam no local e prestaram socorro `a vitima. Os criminosos foram presos e conduzidos `a 1a. Delegacia de Policia do DF onde confessaram o ato monstruoso. Ai', a estupefacao: os jovens "queriam apenas se divertir" e "pensavam tratar-se de um mendigo, nao de um indio", o homem a quem incendiaram.
Levado ainda consciente para o Hospital Regional da Asa Norte - HRAN, Galdino, com 95% do corpo com queimaduras de 3. grau, faleceu `as 2 horas da madrugada de hoje.
(20 de Abril de 1997)
Quem tem medo de cara feia?

Vamos todos Cirandar!

quarta-feira, 11 de abril de 2007
Algumas postagens desse Blog são constantemente vítimas de tangolomangos.
terça-feira, 10 de abril de 2007
domingo, 8 de abril de 2007
Não tenho pretensão de ser sério, nem de ser alegre, apenas vou publicando as coisas que me dão vontade.
Dizem que o cachorro geralmente tem a personalidade parecida com a do dono, é o caso do Blog. Se ele tá sério, é porque ando sério esses dias, pensando muito na vida e nas coisas ao meu redor... mas, nada que importe ao mundo, só aos meus botões.
Hoje, pra quebrar um pouco esse clima de discurção racial, de avião que não decola, de turismo sexual e blá blá blá, postei dois vídeos engraçadinhos, mas nada demais. Aliás, nem pra procurar vídeo engraçado no youtube eu tô com humor.
Não é que eu esteja mal-humorado, eu tô, digamos assim, sem graça, tipo picolé de chuchu.
Boa semana que se inicia!
'Té mais!
Balão Mágico e Baby Consuelo - Juntos
"Qual é o pai que ia ter coragem de deixar seu filho nas mãos de uma professora doida como essa!"
rsrs
Bereco saiu com essa um dia desses!
Porquê os heróis nunca são negros?

http://www.imafotogaleria.com.br/noticias/noticia.php?cdTexto=407
O Santo da Grande Luz - Lucazz
O SANTO DA GRANDE LUZ
Dizem que no meio d'um canavial
Brilhou uma forte luz
Que a gente do local
Achou que era "o povo das estrelas"
Dizem também que a confusão foi geral
Cachorro latia e corria
Crianças pra dentro dos quartos
Pobre da senhora que do coração padecia
Na sexta-feira da luz
O povoado se estremeceu
Meu tio conta que só quem viu
Foi quem tremeu e não fugiu
A grande luz
Levou a coragem dos homens do engenho
Que deixaram pra trás certo jovem ingênuo
Que girou o mundo num disco brilhante
Visitou quase todo planeta distante
E virou santo pro povo da terra.
sábado, 7 de abril de 2007
Petrolina, 07 de Abril de 2007
Faz tanto tempo que a gente não escreve uma simples carta para os nossos amigos, amores, familiares, acho até que esquecemos o quão prazeiroso é receber aquele papel cheio de palavras escritas à mão, contando, confessando coisas que muitas vezes não teríamos coragem de falar pessoalmente.
O cheiro do perfume que passou da mão de quem escrevia, para o papel; os beijos distribuídos a granel por entre as letras, ora desenhadas, ora num emaranhado indecifrável; as boas notícias que se apresentaram em letras alegres...as tristes, manchadas pelas lágrimas que teimaram em cair...A carta leva um pouquinho da nossa alma, justamente o que o e-mail esconde.
O e-mail, a gente lê e descarta, muitas vezes até sem responder.
A carta, é viva, palpável, impossível ser indiferente a ela!
Então, escrevamos cartas a quem amamos, a quem, devemos desculpas ou simplesmente a quem queiramos escrever, o efeito disso será surpreendente e as respostas não tardarão em chegar, claro que no dia em que você menos esperar.
Escreva uma carta e ela se responsabilizará em multiplicar-se. Principalmente se for enviada com carinho.
Mando abraços aos seus familiares e espero que, apesar das distâncias, continuemos presentes na vida um do outro.
Saudades!
José
Quando escreví, tive uma surpresa

Assim como o protagonista do filme "A vida é bela", Joel fez de tudo para esconder uma trágica verdade de seu filho. Mas seu objetivo não foi alcançado: sem ver o pai há muito tempo, Nelsinho entende que fora abandonado. Surge para Joel o maior dos desafios: explicar a uma criança que está preso, mas não é bandido.
Desde as primeiras cartas, ele dizia que tinha sido "convidado" pelo governo brasileiro a "contar" algumas coisas que tinha feito. "Por exemplo, eu dei algumas aulas sobre coisas que o nosso governo não gosta que se conte, escrevi livros que nosso governo também não gosta." Joel dizia que sua vida seria decidida por um juiz e apostava: "Ele vai dizer: seu Joel, não tem mal algum o senhor ter as suas opiniões. Pode ir embora." Mas, ao contrário, ele foi ficando...
Em seus relatos maquiados, Joel dizia que estava "hospedado" com mais 40 pessoas "que também não concordavam com o governo", entre engenheiros, estudantes, operários, professores, camponeses. Contava que faziam a comida, jogavam bola três vezes por semana ("eu estou com as canelas cheias de calombos porque todas as vezes que vou fazer um gol aparece um "grossoí para me chutar"), e que estavam aprendendo trabalhos manuais "bacanas" como fazer bolsa, colares, canetas, chinelos etc. De noite, viam TV ó até o dia em que o dono da televisão "se mudou" (foi solto) e ficaram sem poder assistir às novelas.
Numa tentativa de se fazer presente na rotina escolar do filho, ele treina Inglês nas cartas, conta histórias como a de Zumbi dos Palmares, fala de livros como O velho e o mar, além de sugerir títulos infantis que lia em jornais velhos do presídio.
Depois que Joel recebe uma caixinha de hidrocores coloridos do filho, passa a escrever as cartas usando cada cor para um trecho. E se exibe: "Meus amigos morrem de inveja, só eu tenho hidrocores coloridos!".
Todas as cartas tinham o carimbo do presídio e foram guardadas por Teresa Garbayo dos Santos, a mãe de Nelsinho. É dela o alerta enviado a Joel sobre a necessidade de se esclarecer os fatos para o filho, "que começava a viver o afastamento como abandono." Ao ser informado de tudo, Nelson entrou debaixo da cama e lá permaneceu abraçado à gaiola com seu passarinho: "assim ele expressou a sua dor ao saber que o pai estava preso", relembra Teresa. As cartas que Nelsinho escreveu para o pai ficaram retidas na prisão.
Do site: http://www.editoras.com/rocco/022281.htm
Vale a pena dar uma olhadinha nas cartas e postais enviadas por Anne Frank antes e durante a segunda guerra:
http://www.parceria.nl/cultura/cul060418_portugues
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Alexandre Orion
Figura extremamente Figura!

A justaposição deliberada de alguns elementos de uma sucinta biografia põe em perspectiva a denominação de “Mestre da poesia popular” conferida pelo ensaísta e cineasta Rosemberg Cariry, que largamente contribuiu para a divulgação de sua obra.
Cantiga da diáspora

Numa levada dolente de toada sertaneja em 152 versos, a cantiga desfia as mazelas de um sofrido nortista que se vê obrigado a deixar seu pedaço de chão tão querido, ressequido pela falta de água e de espírito humano dos governantes, e tentar a sobrevivência em terras alheias. Luiz Gonzaga ficou impressionado com a força daquela cantoria quando a ouviu A Triste Partida pela primeira vez de um cantador na feira de Campina Grande (PB).
Não se aquietou enquanto não conheceu o autor daqueles versos. Encontrou-o morando no Crato (CE). Pediu permissão para gravar sua toada. Em troca, queria a parceria. O poeta mandou o Rei do Baião plantar feijão pois suas obras não estavam à venda. Mesmo com a recusa, Luiz Gonzaga sabia que a música seria importante. A faixa virou título do LP lançado no final de 1964, e se tornou uma de suas preferidas e a única que sempre dava o crédito do autor nas apresentações.
A gravação de A Triste Partida levou a obra de Patativa do Assaré para além do universo dos livretinhos de cordel, das cantorias de feira e romaria, para os discos, livros e universidades. .
Texto de Luciano Almeida Filho
segunda-feira, 2 de abril de 2007
domingo, 1 de abril de 2007
BRAZIL agora é sinônimo de BRASIL

A imagem que o Brasil constrói no exterior é exatamente essa, simplesmente porque é essa a nossa verdade.
Durante muitos anos, o governo brasileiro fez um trabalho de divulgação no exterior, do nosso potencial turístico afim de garimpar uma fatia dos turistas que viajam pela América latina e aos poucos fomos construindo a nossa imagem em cima de mulatas seminuas sambando em praias paradisíacas. Essa idéia genial resultou num aumento significativo de branquelos desembarcando em nossos aeroportos com os bolsos recheados de dólares prontos para desfrutarem de nossas mulatas, quero dizer, nosso país. (Aliás, não foi a toa que o turismo sexual tomou tanta força no Brasil)
Mas de uns tempos pra cá, não estamos mais conseguindo conter o vazamento dos nossos "podres" que goteja em rítmo frenético no exterior.
Rio de Janeiro numa guerra que não tem fim, assaltos, tiroteiros, tráfego aéreo que mais parece a casa da mãe Joana, turistas assassinados por assaltantes, cidades praticamente inteiras reféns de comandos criminosos, meninos que são arrastados pendurados num carro, outros que morrem queimados junto à família dentro do carro ou que ficam paraplégicos depois de serem atingidas por balas perdidas...
Salif Keita - 'Folon'
Ouvi essa música do Salif Keita pela primeira vez a alguns meses atrás e desde então não consigo parar de ouvi-la.
O que será que diz a letra?
deve ser algo muito triste...
triste, como a situação em que se encontram nossas vidas nesse país...
Só rezando pra Santo Dumont

O caos nos aeroportos brasileiros vai permanecer durante todo o final de semana, apesar do acordo fechado na madrugada de ontem que colocou fim à greve dos controladores de tráfego aéreo, que pararam o país na noite de sexta-feira.








