sábado, 31 de março de 2007

Cesaria Evora - Xandinha

A Diva dos pés descalços


Cesária Évora é uma cantora Africana, cabo-verdiana, apelidada de a rainha da morna.
Também conhecida como "a diva dos pés descalços", que é como apresenta-se nos palcos, em solidariedade aos sem-teto e às mulheres e crianças pobres de seu país.
À morna, um gênero musical profundo em sentimentos e aparentado ao
fado português cantado em crioulo cabo-verdiano, ela mistura toques sentimentais com sons acústicos de violão, cavaquinho, violino, acordeão e clarineta.
O
blues cabo-verdiano de Cesária Évora tem como tema a longa e amarga história de isolamento do país e do comércio de escravos, assim como da saudade e da emigração o número de cabo-verdianos morando no exterior é maior do que a população total do país.
A linda voz de Cesária Évora, acompanhada de instrumentos que dão um toque de melancolia, ressalta o emocional que caracteriza a interpretação. Mesmo platéias que não entendem o
idioma interagem com emoção nas apresentações.
Em
2004 conquistou um prêmio Grammy de melhor álbum de world music contemporânea (Wikipédia)

Cesária Évora / Cesaria Evora - Sodade (live)

Cesaria Evora - Sodade



Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltà

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

quinta-feira, 29 de março de 2007

O racismo mostra a sua cara


Alunos africanos da Universidade de Brasília (UnB) foram vítimas de ação racista na madrugada desta quarta-feira. Por volta das 4h, as portas de três apartamentos do bloco B da Casa do Estudante Universitário (CEU) foram incendiadas. Os moradores acordaram com o cheiro forte da fumaça, que se alastrou pelos corredores. Foi ouvido também o barulho de uma explosão, possivelmente de uma bomba caseira. Responsáveis pela ação ainda esvaziaram os extintores de incêndio do primeiro e segundo andares para impedir que o fogo fosse debelado. Todos os apartamentos onde moram estudantes africanos tiveram as portas marcadas com cruzes vermelhas.

As manifestações de racismo são comuns na morada estudantil. No mês passado, as paredes dos corredores foram pichadas com frases de repúdio aos africanos. Na ocasião, segundo os alunos, a UnB teve todo o cuidado para que a situação fosse contornada. “Registramos a queixa na administração. Eles foram lá quando não havia ninguém e pintaram as paredes. Eles nos disseram que a imagem da instituição tinha que ser preservada e que problemas assim tinham que ser resolvidos amigavelmente”, disse Wollet.

Que vergonha!!!

São racistas? que matem-se a sí próprios, pois não existe brasileiro que não tenha sangue negro ou indígena correndo nas veias!

MUTANTES MUTADOS


Tudo bem, eu sei que é tarde demais pra comentar isso, mas...
Quem ouviu os dois primeiros cds dos Mutantes depois da saída de Rita Lee, "A e o Z" e "Tudo foi feito pelo sol", que apenas seguiam a onda progressista da época liderada pelo Pink Floyd (1973/1974), tem a clara idéia da enorme diferença que faz a presença de Rita Lee na banda.
"Sem a Rita, não é Mutantes, como não seria sem Arnaldo ou sem Sérgio", disse Manoel Barenbein, produtor do primeiro disco do grupo se referindo à atual formação do grupo. Concordo totalmente com ele!
Ah, não podemos esquecer também do extraordinário Rogério Duprat, o quarto Mutante, responsável pelos ousados arranjos que davam cor ao som da banda, muito rico justamente pela mistureba de ritmos e influências dos mais diversos e inusitados, mas que infelizmente faleceu ano passado.
Bom, mas voltando ao assunto...
O que vocês acharam da volta dos Mutantes e ainda por cima com a Zélia Duncan?
“desconfio de revivals, parece um bando de velhinhos espertos tentando descolar grana para pagar seus geriatras”. Essa foi a resposta de Rita Lee ao Jornal O GLOBO.
e a sua, qual é?

leia mais:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u59599.shtml

Os Mutantes - Documentary Movie

Os Mutantes - 2001

Vamos passar essa corrente!

Essa semana, quando comecei a ficar bom da gripe, nasceu um terçol no meu olho e o pior é que o carocinho é chato, tá dando trabalho pra ir embora!
Já fiz a técnica do dedo quente, da aliança quente, do pano quente..e nada.
Vamos fazer uma corrente pra ver se eu melhoro!
Passe essa mensagem para 20 pessoas ou então nascerá um enorme terçol no seu olho esquerdo!

Num ninho de mafagafos
haviam três mafagafinhos
quem amafagafar os mafagafinhos
bom amafagafigador será

quarta-feira, 28 de março de 2007

BANDA LARGA - Comadre Fulozinha



A música da Comadre Fulozinha tem como base a percussão e as vozes, numa mistura de ritmos como côco, baião e ciranda com influências variadas, criando uma linguagem própria e cheia de personalidade.


A banda pernambucana é liderada por Karina Buhr (voz, percussão e rabeca).

Na história da banda, uma turnê internacional em 2000 com apresentações em festivais no Canadá, Estados Unidos, Bélgica, Suíça e França. Em 2001 participou do festival Strictly Mundial/Mercado Cultural em Salvador e em 2003 do Mercado Cultural. Em 2005 tocou no Volksbühne, em Berlim, integrando o show "Música Mestiça", dentro do projeto de apresentações da peça "Os Sertões", do Teatro Oficina.
Vencedora do Prêmio Shell de Teatro SP-2002 na categoria Melhor Trilha Sonora (participaram da criação coletiva também Zé Celso, Tom Zé e Zé Miguel Wisnik).

CDs lançados:
-Comadre Fulozinha (CPC- Umes)
-Tocar na Banda (Ybrazil/Trama),

retirado do site http://www.musicadepernambuco.pe.gov.br/artista.php?idArtista=8

Iá - Comadre Fulozinha

Apresentação do Comadre Fulozinha no circo voador, Rio de Janeiro.

terça-feira, 27 de março de 2007

Devaneios de um frustado paranaense


Acho que estou fazendo a maior besteira publicando essa matéria preconceituosa, mal escrita, desinformada de um "Jornalista" que provavelmente aprendeu a escrever naqueles cursos por correspondência, nos quais muitas vovós se formaram em corte e costura e vovôs em eletrônica.
A minha pergunta é, como um Jornal sério (PARANÁ ON LINE) leva uma reportagem como essa, de tão baixo nível ao seu público?
Quero deixar claro, que cada um pode achar o que bem quiser da minha região, da minha cidade, da minha descendência, dos meus costumes, agora generalizar, inventar, denegrir, desrespeitar, isso eu não admito, nem o Nordeste vai admitir!




Um Mundo que Parou no Tempo
Alex G.


Texto publicado no jornal O Estado do Paraná,
em 11 de 02 de 2007

O Nordeste brasileiro é um mundo à parte. O que os portugueses fizeram com o povo da região, durante 4 séculos, foi criminoso. Usaram as índias. Ou melhor, estupraram as índias aos milhões e depois as pobres negras escravas.
Obviamente não assumiram as proles, pelo contrário, deixaram as coitadas grávidas, os maridos traídos na marra e ainda acabaram com as virgens indígenas, que não tinham a menor idéia do que estava se passando(...)

Eles (os nordestinos) estão mais sujeitos a doenças, aos problemas sociais e a violência do que o povo do Sul do Brasil. Não resistem.
Essas contínuas gerações de mamelucos e cafuzos, resultado de uma miscigenação desenfreada - e aqui um parêntese, não existe preconceito nesta afirmação, pois os brancos não podem nem viver perto de índios para não contaminá-los com nossas doenças esquisitas, quanto mais ter relações consangüíneas, sofre diariamente. Passa fome continuamente.
Eles têm seus direitos sociais e civis cassados pelas minorias brancas, pelos políticos e até mesmo por seus conterrâneos. O trabalho escravo persiste por todos os cantos.
O que se ouve de Salvador a São Luís são avisos constantes aos turistas, ou a quem tem a pele branca: cuidado, não saia com a máquina fotográfica. Não saia com esse tênis, não leve dinheiro para a rua. Cuidado na praia, os ladrões estão em todos os cantos.
A liberdade não existe entre eles. Existe sim o medo crônico, uns dos outros, às vezes de pessoas maltrapilhas e famintas, que podem ser bandidos ou apenas mendigos.
O povo nordestino vive num mundo à parte. As cidades são imundas, o crime compensa e a exploração por meia dúzia de coronéis em cima do retirante, do miserável é uma constante infinita. Eles não têm noção de limpeza, de educação, de respeito entre eles mesmos. São muito hospitaleiros.
O povo de uma maneira geral, trata bem o sulista. Entretanto, acham que o futuro da humanidade está nos Bolsas-Esmolas do Lula, que, certamente será o novo Padim Padre Cícero da região. Um santo.
Nesse mundo diferente, longe da globalização, até os ricos e mais letrados acreditam no Lula, no governo petista. Pior, sabe lá o que se passa na cabeça desse povo mal alimentado, para adorar seus políticos, como Inocêncio de Oliveira, Antônio Carlos Magalhães, José Sarney e clã, entre outros(...)
Em Fortaleza, no domingo dia 4 de fevereiro, uma senhora com sua filhinha saía da locadora de vídeo. Ao parar em frente ao seu carro importado alemão de primeira linha, a madame jogou na rua um pedaço de papel. Eu apanhei o lixo e entreguei a ela. E disse: a senhora deixou cair.
A surpresa veio quando ela disse: não, é lixo mesmo, eu joguei. Sem qualquer constrangimento.
Depois de um instante e com educação ela falou: desculpe, você tem razão, eu não deveria jogar na rua. Mas é que está tão suja, um a mais, outro a menos, não muda nada. É a imagem do Nordeste.



Resposta de Sebastião Lucena, do site O Bê-a- do sertão

O ATRASO DOS NORDESTINOS



Um jornalista do Paraná escreveu artigo humilhando o Nordeste e o povo nordestino. O tal escriba atende pelo nome de Alex Gutemberg e, pelo que parece, publicou o artigo num desses portais que circulam pela internet. Li e reli o artigo. Um monte de besteiras mal escritas, um alinhavado comum, grosseiro, cheio de preconceitos e acima de tudo mentiroso. Pense num cabra mentiroso, esse Alex Gutemberg. Começa a mentir quando diz que o povo nordestino não toma banho, quando sabemos que quem não gosta de água e sabonete é o paranaense, por causa do frio. Os conterrâneos de Alex Gutemberg passam a semana inteira lavando somente os olhos e os pés, ficando as outras partes escondidas, no maior môfo. Só no domingo, depois de uma garrafa de pinga, é que tomam coragem e passam um chap-chap rápido nas virilhas ardidas. A outra mentira é sobre a violência. Estranhou, Alex, a violência que viu em Salvador, na Bahia, quando um homem atirou noutro. Ora, Alex Gutemberg decerto esqueceu que no Rio de Janeiro a violência campeia, dezenas de policiais são mortos todo mês, uma criança foi arrastada por quarteirões, até a morte e o tráfico montou um governo paralelo, com direito a hino e tudo o mais. Quanto ao atraso do povo nordestino, olha aí outra mentira cabeluda de Alex Gutemberg. O Nordeste é celeiro de grandes homens públicos, de artistas, de pintores, de poetas, de escritores e de jogadores de futebol. Daqui da Paraíba saiu Epitácio Pessoa para ser presidente da república. Alguém aí ouviu falar de algum presidente de república do Paraná? Nenhum. Dali somente se ouve falar do doido Roberto Requião e do rechachutado senador Álvaro Vale, aquele que quando abre a boca, fecha o buraco do fiofó, de tão espichado. Ou será que Gutemberg ignora, no seu analfabetismo paranaense, que Castro Alves, Jorge Amado, João Cabral, Graciliano Ramos, Zé Lins do Rêgo, Zé Américo de Almeida, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Elba idem, Chico Anísio, Tom Cavalcante, Rachel de Queiroz, Augusto dos Anjos, Manoel Bandeira e Dominguinhos, só para ficar nesses, são nordestinos? Isso tudo sem contar que o presidente meu e do Gutemberg é Lula, nascido nos cafundós de Pernambuco e, como ele diz, um operário mulato, sem estudo, que galgou o mais alto cargo do país pelo voto do povo, inclusive do povo paranaense. Por isso eu concluo que esse tal Alex Gutemberg quís mesmo foi aparecer nas costas dos nordestinos e, pelo visto, conseguiu, pois me tirou do sossego domingueiro para falar mal dele aqui na net.


http://www.obeabadosertao.com.br/coluna_exibe.php?col3=id&col4=3082&col1=ce_colunista&col2=3


Não quero aquí incitar o mal-estar entre os nordestinos e os sulistas, até porque a resposta do nosso amigo Sebastião foi também preconceituosa em alguns momentos. Mas quem mandou cutucar onça com vara curta? Cada um oferece o que tem a oferecer e não vamos atribuir os devaneios desse xarope a todos os paranaenses, que provavelmente não tem a mesma opinião do frustrado Alex, que com certeza só pôde viajar pra conhecer o Nordeste porque o Jornal pagou-lhe as passagens e hospedagem em algum hotelzinho de quinta.

A nossa grande riqueza é justamente a nossa diversidade cultural. Somos um Brasil plural, não singular; cada região, estado, cidade, cidadão, deve respeito ao outro, pois somos igualmente importantes na construção da nação brasileira e ninguém vai tirar esse orgulho de nós!

segunda-feira, 26 de março de 2007

Exijo respeito, não sou mais um sonhador...





Por determinação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a produtora responsável pelo show de Chico Buarque não poderá mais vender os ingressos promocionais ao preço de R$ 120, conforme anunciado. Desta forma, os convites para Carioca, que será realizado nos dias 19, 20 e 21 de abril, no Teatro Guararapes, terão apenas os valores R$ 160 (inteira) e R$ 80 (meia).
De acordo com o produtor André Branco, da D&E Consultoria Promoção e Eventos LTDA, o MPPE entrou com uma notificação informando que a empresa só poderia vender ingressos promocionais caso também fosse estendido à meia-entrada. No entanto, o produtor concluiu que ia ficar inviável financeiramente, "então não pudemos dar o desconto para os nossos clientes".
retirado do JC on line


Se não pode ajudar, pelo menos não atrapalha!
Primeiro que os preços dos ingressos são de entristecer qualquer fã menos favorecido!
Acho lamentável restringir a boa música a uma meia dúzia de pessoas. E não me refiro apenas a esse caso, acredite, Chico não é um gênio solitário na música brasileira e mundial, estamos constantemente sendo barrados no acesso a muitos outros grandes artistas e também a outras formas de artes.
Ser barrado nesse show me ajudou a concluir que cultura, no Brasil, definitivamente não é para todos.
Quer cultura? faça você mesmo!



"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador..." (Samba do grande amor - Chico Buarque)


domingo, 25 de março de 2007

Descobrí como postar vídeos do youtube no Blog!!!
Tô numa felicidade só!
Pra abrir com chave de ouro, esse lindo vídeo, que dá vontade de repetir um bocado de vezes, de Flávia Bittencourt, cantando "Grão de Areia" (em homenagem a Sandrinha e Carulina!).
Depois, vamos dar boas risadas com Marcelo Médici, uma figuraça! Ele que está a um bom tempo em cartaz com o espetáculo "Cada um com seus Pobrema" tem arrancado gargalhadas e ótimas críticas, Brasil afora.

Muito engraçado!

Flávia Bittencourt - Grão de Areia

Nada melhor pra esquentar o coração nesse domingo frio...


Uma fábula de origem popular que explica o surgimento das estrelas-do-mar: um grãozinho de areia da praia se apaixona por uma estrela e nasce, mais tarde, a estrela-do-mar. A famosa lenda virou sucesso na voz de Dalva de Oliveira em 1951, quando gravou a marcha-rancho Estrela do Mar de Paulo Soledade e Marino Pinto: "Um pequenino grão de areia / Que era um pobre sonhador / Olhando o céu viu uma estrela / Imaginou coisas de amor... "
Aquí, cantada lindamente por Flávia Bittencourt.

Retirado de:
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/05/estrela-do-mar.html

Último mico leão dourado - Marcelo Médici

Com esssa até fiquei bom da gripe!
Rir é besbo o belhor rembédio!
Só o dariz que contindua entupido...

sábado, 24 de março de 2007

Atchim 2 !!!!!!!!!!!!! Versos íntimos


Acho tão bonito aquelas pessoas que decoram palavra por palavra a sua poesia favorita.
"De tudo ao meu amor serei atento..."
Se é verdade que as palavras, quando ditas, permanecem flutuando para sempre em algum lugar do infinito, deve haver um imenso coral recitando eternamente o Soneto da fidelidade, de Vinícius.
Eu, mestre em esquecer das coisas, essa semana resolví aproveitar o marasmo do resfriado (cama, chazinho, sopinha, etecétera) para tentar decorar uma poesia, para quem sabe um dia, declamar pra algum ouvinte paciente.
Essa vontade, me trouxe à memória um fato curioso ocorrido no ano retrasado.

Numa noite, voltando de um bar, depois de vários copos de Cuba Libre, fui surpreendido pelo telefonema desesperado de Rui, um amigo, me pedindo ajuda para socorrer um amigo seu que acabara de sofrer um grave acidente de moto.
Corrí para o local indicado e lá estava, estendido no chão, completamente ensanguentado, em farrapos e aparentemente inconsciente, o dito cujo.
A pedido de Rui, permanecí no local enquanto ele buscava socorro médico.
Junto ao acidentado, observando-o, notei que sangrava pelo ouvido, o que era um péssimo sinal. Fiquei ainda mais apreensivo.
Chamei-o pelo nome, tentei de várias formas fazê-lo voltar à consciência até conseguir.
Entramos num diálogo improvável, onde a única razão era mantê-lo acordado, evitando que voltasse a ficar inconsciente e talvez entrasse em estado de coma. Não éramos amigos,(inclusive, nessa noite estávamos no mesmo bar, com turmas diferentes e até nos esbarramos sem pedirmos desculpas um ao outro) mas naquele instante nos tornamos velhos amigos, pelo menos por algumas horas.
Passado, futuro, presente se confundiam nas nossas conversas, mas sabíamos que a única coisa que existia alí era aquele fatídico presente.
Em dado momento, como que assistido por uma imensa platéia, ele começa a recitar, em voz alta:
"Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!..."

Foi assim que ouví, pela primeira vez uma poesia de Augusto dos Anjos. Declamada por um sujeito à beira da morte.
Hoje, talvez sensibilizado pelo vírus da gripe, (esta pantera!) percebí que naquele dia, naquela hora, também éramos poesia. Como versos de Augusto dos Anjos.
A poesia escrita, compacta tempo, sentimento, acontecimento, espaço...enfim, transforma o que não é palpável, abstrato, em algo concreto, letras, que ao serem pronunciadas, voltam à condição de abstrato. E nesse ciclo de transmutação, como no da água, que independente do seu estado líquido, sólido ou gasoso, continua sendo água, a arte e a vida são só dois estados diferentes da mesma coisa.
Sendo que a poesia, neste caso, é muito mais interessante, saiba o porquê: (FINAL DA HISTÓRIA, para os curiosos)
O cara não morreu. Armou o maior barraco no hospital, na hora de ser atendido, xingou Deus e o mundo, só não chamou o enfermeiro de santo.
Tinha bebido todas(e outras milongas mais) naquela noite e escapou fedendo de algum sequela mais séria ou mesmo da morte, já que apenas perdeu um pouco da audição e passou alguns dias com a cabeça enfaixada e cheio de escoriações.
Que belo exemplo, hein?
ah! hoje em dia nós não temos contato, mas o tesouro que ele me deixou não tem preço!



VERSOS ÍNTIMOS (Augusto dos Anjos)


Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!




tô decorando...!!!


sexta-feira, 23 de março de 2007

Atchim!!!!!!!!!!!

resfriado...
Chazinho, xarope, limão na goela, leite quente, sopinha, etecétera e tal.

Figura extraordinariamente Figura!




JACKSON DO PANDEIRO




Nascido no interior da Paraíba, sua primeira vontade foi tocar sanfona. Mas, por ser o instrumento muito caro, os pais deram-lhe um pandeiro.


A mãe era cantadora de coco, tocava zabumba e ganzá.


Aos 13 anos mudou-se com a família para Campina Grande, onde teve diversos trabalhos e começou a prestar atenção nos cantadores de coco e violeiros das feiras.


Foi nessa cidade que surgiu seu primeiro nome artístico, Jack, por influência dos filmes norte-americanos de faroeste a que assistia no cinema.


Nos anos 40 transferiu-se para João Pessoa, onde tocou em cabarés e emissoras de rádio. Mais tarde foi para Recife, e foi lá, na Rádio Jornal do Comércio, que adotou definitivamente o nome Jackson do Pandeiro.


Em 1953 gravou seus primeiros sucessos: "Sebastiana" (Rosil Cavalcanti) e "Forró em Limoeiro" (Edgar Ferreira).


Três anos depois casou-se com Almira, que se tornou sua parceira nas apresentações. No mesmo ano foram para o Rio de Janeiro, e Jackson foi contratado pela Rádio Nacional, onde foi um sucesso de público e crítica por sua maneira de cantar baiões, cocos, rojões, sambas e marchinhas de carnaval.


Sua influência é até hoje sentida em artistas que regravam as músicas que Jackson celebrizou, como "O Canto da Ema", gravada por Lenine, "Na Base da Chinela", por Elba Ramalho, "Lágrima", por Chico Buarque, ou "Um a Um", pelos Paralamas do Sucesso.


Compositor inspirado e instrumentista de raro talento, popularizou outros clássicos da música nordestina, como "Chiclete com Banana" (Gordurinha/ Almira Castilho), "Xote de Copacabana" (José Gomes), "17 na Corrente" (Edgar Ferreira/ Manoel Firmino Alves), "Como Tem Zé na Paraíba" (Manezinho Araújo/ Catulo de Paula), "Cantiga do Sapo", "A Mulher do Aníbal", "Ele Disse" (Edgar Ferreira) e "Forró em Caruaru" (Zé Dantas). Em 1998 foi o grande homenageado no 11º Prêmio Sharp de Música.




quinta-feira, 22 de março de 2007

Pode ser a gota d'água

É como morrer de sede em frente ao mar.
A Terra tem 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água. Só que 97,5% desse aguaceiro todo é água do mar, é maré cheia.
Um estudo das Nações Unidas, divulgado em novembro de 2001, fez uma previsão catastrófica. 2025 poderá entrar para a história como o ano do colapso no fornecimento de água doce.

Leia mais aqui
http://www.educacional.com.br/reportagens/agua/salgada.asp

quarta-feira, 21 de março de 2007

Eu era espaço vazio puro - Stela do Patrocínio

(Stela do Patrocínio)


Eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo


Eu era ar, espaço vazio, tempo


E gases puro, assim, ó, espaço vazio, ó


Eu não tinha formação


Não tinha formatura


Não tinha onde fazer cabeça


Fazer braço, fazer corpo


Fazer orelha, fazer nariz


Fazer céu da boca, fazer falatório


Fazer músculo, fazer dente


Eu não tinha onde fazer nada dessas coisas


Fazer cabeça, pensar em alguma coisa


Ser útil, inteligente, ser raciocínio


Não tinha onde tirar nada disso


Eu era espaço vazio puro




Em meados da década de 1980, a artista plástica Neli Gutmacher foi convidada pela psicóloga Denise Corrêa para montar um ateliê na Colônia Psiquiátrica Juliano Moreira, a mesma onde viveu Artur Bispo do Rosário.
Foi lá que ela conheceu, junto com suas estagiárias, Stela do Patrocínio, uma interna, negra, alta, que possuía uma fala peculiar, com alto teor poético.
Uma das estagiárias, Carla Guagliardi, impressionada pela força dessa fala, guardou as fitas gravadas com Stela, que quase 15 anos depois foram transcritas, em forma de poesia, pela poeta Viviane Mosé. “Reino dos bichos e dos animais é o meu nome” é a reunião destas transcrições poéticas, num livro de surpreendente beleza que foi finalista do Prêmio Jabuti de 2002.



Sobre o livro



Trata-se de um livro assombroso – pela beleza e pelos sobressaltos que provoca. Um século de psicanálise já deixou bem claro o quão tênues podem ser os limites entre razão e loucura. Ainda assim, flagrar lucidez na verborragia aparentemente caótica de Stela desperta profunda inquietação.



Armando Antenore, Folha de São Paulo






BANDA LARGA - Banda Fuzzcas



Há muito tempo o rock deixou de lado artistas autênticos, originais, que não passam de pura fabricação da mídia com intuitos puramente comerciais. Há exceções, diz a regra que quebra as regras.
No Rio de Janeiro, em meados de 2005, surgia uma banda literalmente nova. Não apenas formada por jovens (e novos) integrantes da nova cena undeground, mas por apresentar uma proposta complatemante inovadora, despojada do tradicionalismo pop. E, nem por isso, deixa de ser pop.
Imagine um conjunto musical que se embebedou na teatralidade, outrora comum, das performances iniciais do "Queen" e dos "Secos & Molhados". Misture a esses ingredientes, uma boa dose de rock sessentista, floreado pela beleza vintage dos ritmos típicos dos anos vinte, como o ragtime e o charleston. Não parando por aí, acrescente uma pitada de pin-ups, e uma doce e imponente vocalista.
Melodias pops, com arranjos sofisticados (porém simples), e toda essa grande perfumaria, pode parecer utopia, mas não é.
"Fuzzcas", que traz à sua frente a carismática Carol Lima, é a principal representante de um novo som, inspirado nos melhores legados da boa música que muitas vezes, no passado, já preencheu a boa mídia.
Engana-se quem pensa que o som é datado. Não é, muito pelo contrário, é supreendente, chega a exalar um suave e marcante aroma juvenil, e não se prende somente à sua estética retrô.
Usando esses elementos como base para construir seu som e suas apresentações, o conjunto vem conquistando rapidamente um espaço grande na cena alternativa, chamando atenção inclusive da mídia musical, principalmente por apresentar uma fuga da repetição dos "emos" e afins.
Melodias criativas, harmonias que contornam por fora da previsibilidade, e arranjos inusitados, fazem com que as platéias descubram o prazer de, novamente, estar escutando música de qualidade, sem precisar repetir fórmulas, ou seguir modismos.

Quem acreditava que nada de bom voltaria a permear a música contemporânea, pode acalentar-se com uma das grandes promessas do novo pop: "Fuzzcas"...


terça-feira, 20 de março de 2007

ENTREVISTA - Banda Fuzzcas!






É com muita alegria que inauguro solenemente as LINHAS AMARELAS (essa cor é amarela?) onde teremos entrevistas com bandas, artistas alternativos e pessoas que tenham algo a nos acrescentar, divulgando e discutindo seus trabalhos.
Lógico que tô tirando onda com essa história de solenidade, só quero deixar claro que não sou jornalista ou escritor e caso ache qualquer erro gramatical, ou desatenção da minha parte em alguma colocação, é só dar um grito, que ouvirei!

Muita gente não sabe, mas o mercado alternativo, aquele que caminha fora da visão e da concepçao de qualidade da mídia, não pára de crescer, surgindo geralmente com as verdadeiras novidades do meio artístico e aumentando cada vez mais o seu público, que ao contrário do que hoje em dia se tem por convencional, não são induzidos a ouvir, ver ou a comprar nada, são apenas guiados pela identificação com a proposta do artista.


A primeira entrevista do Blog, será com Carol Lima, cantora e compositora, integrante da banda carioca FUZZCAS.
Com uma estética inspirada nas pin-ups e sonoridade vintage, a banda é influenciada por cantores e bandas da década de 50,
60 e 70 como Cely Campelo, Beatles, Ray Charles, Mutantes, Secos e molhados, Tutti-Frutti, Ronnie Von (na sua fase psicodélica),dentre outros e mostra criatividade ao modernizar o que, os mais desavisados poderiam classificar como démodé.
Numa tarde de sexta-feira, algumas horas antes de um show dos Fuzzcas, Carol, pelo Msn, bateu um papo comigo.


ZEH>Como surgiu a banda, Carol?
CAROL>Comecei a compor em 2005. aí resolvi mandar umas demos bem caseiras (com bateria de teclado e mic de computador) pras seletivas do MADA, quando fui classificada, a banda teve que começar a existir.(risos)tivemos 2 semanas pra ensaiar e tocamos nas seletivas, vai fazer 1 ano.
ZEH>Algum outro componente da banda compõe?
CAROL>Eu faço algumas parcerias com meu namorado, da banda Filhos da Judith, na banda mesmo, por enquanto só eu.
ZEH>
Algum Cd lançado?
CAROL>A gente tá finalizando um disco, que em breve será lançado, contendo 9 faixas.
ZEH>
Vcs se submeteriam a um produtor que mudasse a proposta da banda, pra entrarem no mercado sob a tutela de um nome forte?
CAROL>Acredito que um grande produtor é aquele que respeita e reconhece o valor de cada artista. Existem várias bandas por aí e eu não abro mão da minha ideologia! ZEH>
Qual é, na sua opinião, o meio de divulgação mais eficaz para uma banda hj em dia?
CAROL>Internet! O orkut te faz conhecer qualquer pessoa no mundo, e faz com que conheçam seu trabalho.
ZEH>Então, vc acha que a MTV , está mesmo perdendo espaço pra o you tube, por exemplo?
CAROL>Sim. até porque quando eu ligo na mtv, não consigo achar um clip pra assistir! Deveria ser um canal baseado em música, e não somente em comportamento, como vem sendo.
ZEH>Vocês pagariam ou já pagaram jabá pra tocar em alguma rádio?
CAROL>Não, até porque sou muito pobre! (risos)
ZEH>Se você pudesse, aplicar uma pena pra esssa galera que cobra pra tocar música nas rádios o que faria?
CAROL>
Obrigaria eles a só tocar bandas independentes na rádio sem jabá..serviços prestados a sociedade que tem direito de ter uma opinião! O ouvinte tá cansado de engolir música goela abaixo!
ZEH>Se algum dia, vc tivesse passando no seu fuzzca e alguém lhe pedisse carona, a quem vc não daria essa carona?
CAROL>
Hummm.. pra muita gente, até pq num fuzzca não cabe!
Ah, pros críticos de música que não se baseiam na arte do artista, fazem uma análise pobre e estão presos ao passado!
ZEH>Já fizeram algum show em que deu tudo errado?
CAROL>
Tudo não... mas já fizemos um show, um dos primeiros, em que numa música cada um começou a tocar num tom diferente (risos) foi incrível! Usei a minha cara de pau e fingi que nada tinha acontecido depois no meio da música, a gente conseguiu acertar tudo, ufa!
Outra vez, quebrei um meia lua jogando ele longe no chão também, mas não tive a intenção de quebrar! e todos gritaram "the who! the who!!" (risos) Fiquei vermelha!!
ZEH>
É... depois de uma dessa não precisava que nada mais desse errado, né? Quer pipoca?
CAROL>Não, vou almoçar daqui a pouco.
ZEH>Já são quase 5 da tarde!
CAROL>Eu nem tenho muitos horários, sabe?
ZEH>Sei bem como é! Vai almoçar então!!
CAROL>É, já to ficando verde de fome!!! (risos)
Como você consegue falar comigo estando off-line?
ZEH>ahhh!! (risos) É um novo recurso do Msn!
CAROL>Nossa, preciso adquirir um desses urgente! Xau!


Fim de papo!

Tomara que eu ainda consiga encontrar Carol on-line outras vezes!:)


Aqui vão alguns Links para quem se interessar em conhecer mais a banda e ouvir o seu som!



VIDEOS DO FUZZCAS NO YOUTUBE!

"Seja O Que For" (!Mercado Mistureba!)
http://www.youtube.com/watch?v=aIMk4xVCcuQ

"Quero Quero" (Seletivas MADA 2006)
http://www.youtube.com/watch?v=giMniELttJs

"Onde Quero Estar" (Cep 20.000)
http://www.youtube.com/watch?v=YDEGJslzPDs


"Deveras" (Festival 'Mais Que Os Imperfeitos')


"Estou Morrendo" (Festival 'Mais Que Os Imperfeitos')
http://www.youtube.com/watch?v=pZKlJvUNzsE

"Quem Eu Nasci Pra Ser" (Estúdio MB)
http://www.youtube.com/watch?v=M65EnxFGRJQ

"Seja O Que For" (Estúdio MB)
http://www.youtube.com/watch?v=vd7aWq7DZvs

ENTREVISTAS

"Entrevista com Cultura da Ação PARTE 1" (Empório - Ipanema/RJ)
http://www.youtube.com/watch?v=ZcxAcs7hrrk

"Entrevista com Cultura da Ação PARTE 2" (Empório - Ipanema/RJ)
http://www.youtube.com/watch?v=NNKreON2tRE

sexta-feira, 16 de março de 2007

Milvinil - Biblioteca discográfica biográfica




Tava dando um passeio na internet e achei esse site super legal sobre música brasileira e corrí pra dividir com vocês esse achado!
http://milvinil.multiply.com/
Além de todas as informações que o site dispõe, você pode baixar algumas músicas do artista que você se interessar.
Você conhece a história do primeiro samba gravado no Brasil, "Pelo telefone"?
E já ouviu o disco em que Vinícius de Morais pela primeira vez interpreta suas músicas ao lado de Odette Lara?
Tá tudo lá! E tem muito mais!
Aliás, "Pelo Telefone", o samba ao qual me referí a pouco, completou 90 anos.
Assista à linda matéria do Jornal Nacional, no link abaixo e fique sabendo mais sobre esse samba histórico e Donga, o seu criador. http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM651266-7823-PRIMEIRA+GRAVACAO+DO+SAMBA+COMPLETA+ANOS,00.html

terça-feira, 13 de março de 2007

Doravante - Teatro do sesc 15 Março











Blá-Blá-Blá

Hoje, terça-feira faremos o primeiro ensaio geral do show Doravante, tá ficando muito bonito, apesar de não estar exatamente como eu tinha idealizado.
Carolzinha, Fabiana e Camila fazem o primeiro ensaio com a banda hoje...dois dias antes do show, ainda bem que elas não são eu. rs
Sentí muita falta da presença de Bereco na direção do Show, apesar de menininho ter feito um trabalho lindo.
Só Bereco pra entender minhas idéias que eu não sei explicar.rs
Cada vez que eu dou uma idéia no ensaio, a galera faz cara de "lá vem!", aí eu penso: se fosse Bereco, ele já tinha entendido o que eu tava querendo fazer...transmissão de pensamentos.
Os detalhes são muito importantes! Ô, como são!
Enfim, eu não quero usar o blog pra ficar contando essas coisas, mas prometo que quando passar o show, volto ao normal, com novidades, não sobre mim, mas sobre cultura, assuntos do nosso interesse e tentando deixar o TANGOLOMANGO mais interessante!
Boa semana a todos vocês!

sábado, 10 de março de 2007

Mosaico sobre o Velho Chico


Nascer do Rio
Nascer do Sol no Rio São Francisco, nas corredeiras de Pirapora, MG.
O pescador Clotário Pinheiro herdou do pai o título de Rei Perpétuo na congada de Iguatama, MG. A celebração é umas das mais tradicionais do interior do Brasil. “A primeira vez em que brinquei o congado, estava nos braços de minha mãe”, conta Clotário, hoje com 67 ano

A diminuição da oferta de peixe nessas águas - causada por diversos danos ambientais sofridos pelo rio em toda a sua extensão - pode levar à extinção da pesca artesanal e de cenas como essa.

Ao longo de toda a extensão do rio, em barrancos, escadarias, rampas ou pequenos portos, mulheres de todas as idades dão continuidade a uma tradição/profissão ancestral: a lavagem de roupas nas águas do Velho Chico.

quinta-feira, 8 de março de 2007

domingo, 4 de março de 2007

Secura de espírito



"A seca é responsável pelo quadro de extrema pobreza no Nordeste do Brasil."


Essa frase, encontrei num site que trata da transposição do Rio São Francisco, e é equivocada.
Existem soluções práticas e inteligentes para se viabilizar a vida em locais de climas áridos, como por exemplo a construção de cisternas, que já se mostrou eficiente no armazenamento de água das chuvas; a exploração de outros meios hídricos, como a abertura de poços artesianos(muitos dos locais que serão "beneficiados" pela transposição tem verdadeiros mananciais nos seus subsolos); o plantio de espécies adaptadas a esse tipo de clima, para consumo humano e animal além de tantas outras soluções criativas.

É possível sim conviver com a seca!Porém, existem alguns vilões que não permitem um final feliz nessa história, mas que, com UNIÃO, BOA VONTADE e TRABALHO SÉRIO podem ser vencidos.
Muitas vezes o próprio povo aceita como designação divina as dificuldades que enfrenta no sertão e por falta de conhecimento ao invés de preveniram, simplesmente esperam a "boa vontade de Deus” para remediá-las;
Os políticos que nós elegemos e pagamos para defenderem nossos interesses, são na maioria das vezes os grandes manipuladores e defensores da perpetuação da "indústria da seca”, como eles dependem desse ciclo macabro, o que mais querem é que todos petrifiquem, rachem de secura, morram de fome e sede, garantindo assim muitos e muitos anos no poder, prometendo, prometendo e prometendo...o pior é que quando resolvem fazer algo, continuam visando apenas o autobenefício independente do que isso vá trazer de ruim pra nós e pro planeta, como estão fazendo agora com essa história de TRANSPOSIÇÃO.
Não deixemos que a secura de espírito dessas pessoas se alastre como uma praga, matando nosso velho Chico e também a nós.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Transposição.......Não!!!




Atualmente, muito se ouve falar na transposição do Rio São Francisco, mas estamos sempre surfando na superfície dos fatos, sem sabermos a fundo sobre as verdades que a cerca.



A transposição afeta diretamente nossas vidas e temos por OBRIGAÇÃO estarmos cientes dos seus reais benefícios e malefícios para tomarmos nossas próprias conclusões. Esse alerta é para todos nós, inclusive pra mim!Onde será que vamos parar com essa inércia crônica, deixando simplesmente que a maré nos leve pra onde bem quiser?



Numa situação como esta, na hora de nos posicionarmos, muitas vezes apenas tomamos partido daqueles que estão seguindo a correnteza, pois é muito mais confortável; outras vezes, mudamos a direção nadando contra o curso das águas... Mas se tentássemos explorar outras formas de nos situarmos nesse rio, como por exemplo, mergulhando e descobrindo os maravilhosos elementos que o constituem, com certeza saberemos exatamente qual direção tomar.




Ao redor da transposição pairam muitas questões polêmicas.


Quase todo mundo sabe da atual situação do Velho Chico: Poluição, degradação, assoreamento, salinização, dentre outros.
E apesar de, segundo o governo, a revitalização já ter começado, Será que estão respeitando o seu tempo de recuperação? (se é que ela está acontecendo) já que a transposição também já está sendo executada.
Isso sem falar que várias transposições já são feitas há muito tempo para os grandes projetos de irrigação, indústrias, muitas sem regulamentação nenhuma, o que já é um grande erro.

É correto exigir de uma pessoa em estado de enfermidade que doe seu sangue?

Outros problemas referentes à elaboração do projeto nos deixam em dúvida quanto ao seu propósito e eficácia;


Diferente das adutoras, a água será transportada em céu aberto, perdendo-se grande parte dela com a evaporação (estamos falando de um bem escasso).


Chegando ao seu destino, os verdadeiros beneficiados com a água, serão as grandes propriedades, já que, segundo o governo, ela se destina à agricultura de exportação.


Alguém aí, acredita que os sertanejos realmente necessitados vão ter acesso a essa água?




As terras, futuramente banhadas pelo São Francisco, uma vez valorizadas, logo serão compradas (ou tomadas) pelos latifundiários*.
E no Grand Finale, os sertanejos serão abastecidos por carros pipas, eternizando essa dependência do povo aos Governantes e suas promessas chulas.
Conclusão, toda essa violência com nosso rio será em vão!
é muito triste assistir a isso tudo pra no final dizer, eu já sabia...!


*A concentração de terras, em posse dos poucos grandes fazendeiros, tem sido com freqüência apontada como a principal causa das injustiças sociais, responsável pelo
inchaço demográfico das grandes cidades e do aumento da violência como um todo.(Wikipédia)