quarta-feira, 30 de maio de 2007

Discurso de uma criança canadense na Eco 92...Seria bom repensarmos constantemente no rumo que estamos dando às nossas vidas e ao nosso planeta e encontrarmos soluções simples, mas que possamos executá-las, auxiliando, mesmo que de maneira tímida, na reconstituição do nosso planeta.

sábado, 26 de maio de 2007

Samba de Véio e a Ilha do Massangano


por BRAULIO BRILHANTE
Especial para o JC

Imagine uma ilha repleta de praias desertas distribuídas em cinco quilômetros de um dos mais belos e acidentados trechos do rio São Francisco. Um lugar tranqüilo, bem menor que a Ilha de Itamaracá, entrecortado de matas, elevações, lagos e enormes mangueiras, cujas sombras acolhem generosamente os moradores na sesta do almoço – ritual, aliás, herdado dos antepassados caboclos.

Essa é a encantadora Ilha de Massangano, localizada a apenas 15 quilômetros de um dos mais importantes pólos econômicos da região, a cidade de Petrolina. Com todos esses atributos, é de se esperar que esse santuário ecológico ofereça um vasto leque de atrações naturais, desde caminhadas por trilhas só conhecidas pelos ilhéus a mergulhos nas águas do velho Chico.

Além das paisagens, ali é possível encontrar algumas das mais ricas tradições culturais da região. A maioria delas tem raízes na religiosidade popular, como as festas de São Gonçalo e de Reis, quando os moradores da ilha aproveitam para dançar o ‘samba de véio’, uma tradição de mais de um século que ainda hoje é repassada pelos mais velhos às gerações mais novas.
Com todas essas particularidades, é impossível não se render aos encantos da fascinante Ilha de Massangano.

Além de usufruir de uma paisagem ímpar, o visitante tem a sensação de ter voltado no tempo, na época dos negros e índios quilombolas.

O povoado da Ilha de Massangano é formado pelas 140 famílias.

Os moradores são gente simples e humilde – geralmente parentes próximos dos escravos. Sabe-se que os primeiros registros oficiais da população datam de 1830, provável início da ocupação do lugar. O nome da ilha, contam seus moradores, foi dado pelo antigo dono, um rico fazendeiro de nome João Massangano. Com o tempo, a ilha teria sido ocupada por índios e negros escravos fugitivos e alforriados, vindos do sertão de Pernambuco e da Bahia.

Leia a matéria na íntegra no Site: http://www2.uol.com.br/JC/_2001/0204/tu2903_1.htm

quinta-feira, 24 de maio de 2007



Zaragoza (Espanha), 24 mai (EFE).- O teólogo Leonardo Boff considerou nesta quarta-feira que as declarações do Papa Bento XVI sobre a evangelização na América Latina são "um insulto aos indígenas" e demonstram um claro desconhecimento do Pontífice em relação à história da região.
Em entrevista à Efe em Zaragoza (norte da Espanha), Boff, um dos principais defensores da Teologia da Libertação, não poupou críticas às afirmações do Papa de que o cristianismo conquistou a América Latina "dialogando" com as culturas pré-colombianas.
O pronunciamento de Bento XVI ocorreu logo após o Pontífice ter sido criticado por alguns dirigentes políticos da América Latina ao afirmar durante sua viagem ao Brasil, no início deste mês, que a Evangelização da América "não levou a uma alienação das culturas pré-colombianas nem foi uma imposição de uma cultura estranha".
"Dizer que houve diálogo é desconhecer a história; é ser ignorante", disse Boff, que acrescentou que os ibéricos "destruíam tudo", "matavam as pessoas" e tratavam os indígenas como se fossem "hereges" ou "inimigos da fé".
No Brasil, o número de indígenas diminuiu de seis milhões para os atuais 600 mil, disse Boff, ressaltando que a colonização e a evangelização naquela ocasião "foram um projeto único em que se matava com a cruz e com a espada".
Neste sentido, o ex-frei franciscano afirmou que quando Bento XVI diz que a primeira evangelização não foi imposta, mas foi obra da "realização de um desejo secreto das religiões indígenas", suas palavras são entendidas como "um insulto aos indígenas" e um "desestímulo a todas as igrejas e associações, que são muitas e que ajudam a recompor os povos indígenas ameaçados".
(...)

Leia o restante da matéria no Site: http://br.noticias.yahoo.com/s/24052007/40/entretenimento-declara-oes-bento-xvi-sao-insulto-indigenas-diz-leonardo.html

Não vou nem comentar...!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Ella Fitzgerald 1979 Montreux Dindi

Hoje na universidade, teve paralização de alguns professores...prenúncio de GREVE.

Já começamos o ano letivo com atraso (mês 05), imagina só que bagunça!

Dolores Duran

Cantora e compositora brasileira famosa pelos samba-canções de amor, tristíssimos, de dor de cotovelo e responsável por clássicos, tipo "A Noite do Meu Bem" nos anos 50.Aqui ela aparece cantando um samba num número musical de um filme brasileiro

Chiquinha Gonzaga - abertura (1999)

Ficou bonito, né?




Na minha rua há um menininho doente.
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola.

Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola.
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola. . .

Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora
E o menino nem sonha que ele existe.

Ele trabalha silenciosamente. . .
E está compondo este soneto agora,
Pra alminha boa do menino doente...




Mário Quintana

Ilustração: Marcelo Tomé

Adão Xalebarada

Adão dos Santos Tiago
Cantor. Compositor. Ator.

Seu nome artístico "Xalebaradã" significa na língua yorubá "princípio, meio e fim".
Por causa das constantes agressões do pai, fugiu de casa aos nove anos, indo parar em um reformatório na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. Foi menino de rua e interno da Febem (Fundação Estadual do Bem Estar do Menor).
Logo depois, foi expulso do exército. Ex-guerrilheiro na década de 1970.
Envolvido com o tráfico do morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, foi atingido por 14 tiros nos vários embates com a polícia e traficantes, o que o tornou paralítico. Cumpriu várias penas de reclusão.
Guia espiritual ligado às raízes afro-brasileiras, compôs cerca de 500 músicas sobre o tema.
Entre 1997 e 1999 apresentou o programa "Zumbi vive", na rádio comunitária do morro em que residia. O cineasta Walter Moreira Salles e Daniela Thomas, em 1998, filmaram o curta-metragem "Somos todos filhos da terra", baseado na vida de Adão, e premiado no Festival de Cinema de Tiradentes(MG) neste mesmo ano. Os mesmos cineastas também realizaram o clip "Guerra e paz" sobre a composição homônima de Adão.
Em janeiro de 2000 foi convidado por Filipe Cavalieri para show de abertura da Bob Marley Exhibition, expoisição oficial inglesa sobre o mestre do reggae. Mais de 500 pessoas que lotavam o teatro Nelson Rodrigues aplaudiram a performance de Adâo.
Em 2002 o cineasta Fernando Meirelles o convidou para atuar com Pai-de-Santo no filme "Cidade de Deus".
Em 2003 lançou o CD "Escolástica", pelo Selo Ambulante, dos produtores Antonio Pinto e Beto Villares. No disco interpretou de sua autoria "África", "Armas & paz", "Bibi Lobi Woa", "Computador", 'Deus é um negrão", "Diamante", entre outras, nas quais mantinha um discurso místico e político através dos gêneros reggae, afropop e colagens dub.Residia no Morro do Cantagalo, em Ipanema. Faleceu no Hospital Miguel Couto, vítima de uma Hepatite C com infecção generalizada, sendo enterrado no cemitério São João Batista.
Deixou dois filhos: Ortinho e Luanda.

Do site: http://www.overmundo.com.br/banco/adao-xalebarada-escolastica

Músicas de Adão

Eu ouví falar pela primeira vez no Adão através do documentário Saravah, que inclusive eu já comentei aquí.
É realmente uma figura encantadora e o documentário mostra bem isso. Aliás, pra vocês terem uma idéia, o documentário reúne figuras importantíssimas da música brasileira, como Baden, Pixinguinha, Paulinho, dentre outros e lá está ele, Adão Xalebarada.
Hoje lembrei dele e fui procurar algo mais sobre a sua Biografia e nem sabia que ele já havia falecido.
vale a pena conhecê-lo!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Não consigo entender a imensa dificuldade que os autores de novelas tem de "inserir" os negros nas suas tramas...será tão difícil nos enxergar como pessoas normais, que acertam, que erram, que podem exercer a profissão de médico, garí, que discriminam e são discriminados, que fazem compras, que viajam em cruzeiros, que passam fome...?
Engraçado que a novela que está sendo atualmente exibida na sessão da tarde na globo, Da cor do pecado, é a primeira novela que tem uma protagonista negra (se não me falha a curta memória).
Se chama Preta, é pobre e dança tambor de crioula no maranhão.
Claro, não tenho nada contra alguém que possua essas características, mas quando é que teremos papéis normais, que não tenham obrigação de abordar temas como preconceito racial, pobreza..?
Ela não poderia se chamar Helena, por exemplo, ser proprietária de uma grande empresa e passar a novela inteira sofrendo por amor, não por ser discriminada pela sua cor?
Pode ser ou tá difícil?
CORRIDINHO

O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo, desembarca do trem,
chega na porta cansado de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena, pede água,
bebe café, dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.

Adélia Prado

Mais poesias de Adélia
Sempre ouví dizer que Dolores morreu de tristeza...e que seu fim já vinha sendo professado nas suas músicas.
Ai, a solidão vai acabar comigo...diz uma delas.

Será possível morrer de tristeza?

A noite do meu bem
Fim de caso
Estrada do sol
Ternura Antiga

domingo, 20 de maio de 2007

Dolores Duran



Adiléia Silva da Rocha, verdadeiro nome de Dolores, nasceu no dia 7 de junho de 1930, no Rio de Janeiro. Morando nos subúrbios de Irajá e de Pilares, cantava desde os 3 anos de idade. Aos 5 já participava das tradicionais festas do Rio, como reisados desfile das pastorinhas Adiléia ia vestida de anjo: era o anjo cantor.
Aos dez anos apresentou-se no programa Calouros em Desfile , comandado por Ary Barroso, aos domingos, na Rádio Tupi, onde, interpretando Vereda tropical, de Gonzalo Curiel, não só conseguiu a nota máxima, dividindo o primeiro lugar com o conjunto Nativos da Lua, como também recebeu elogios do temido animador.
Autodidata, muito cedo também começou seu processo de aprender línguas: ouvia discos em inglês, francês, castelhano e italiano e praticamente dominava esses idiomas. Em virtude disso, inscreveu-se no concurso 'À Procura de uma cantora de boleros', organizado por Renato Murce, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em que a vencedora foi Rosita González. Esse episódio não desanimou Adiléia, que continuou freqüentando a Rádio Nacional, conhecendo e sendo conhecida pelos artistas e participando de alguns programas.
A estréia de Dolores, em disco, aconteceu em 1952, quando gravou dois sambas para o Carnaval de 1953: Que bom será de Alice Chaves, Salvador Miceli e Paulo Marques e Já não interessa de Domício Costa e Roberto Faissal.
Em 1957, Tom Jobim, que ainda era praticamente desconhecido do grande público, mostrou a Dolores uma composição feita em parceria com Vinícius de Moraes. Entusiasmada com a melodia, Dolores fez uma letra, à qual Vinícius se rendeu, rasgando, humildemente, a própria letra; assim surgiu Por causa de você.
Ainda em 1957 Dolores compôs, em parceria com Fernando César, a toada Só ficou a saudade e, em parceria com Tom Jobim, o samba-canção Estrada do sol, a composição mais original da dupla, principalmente pela música de Tom Jobim, que prenunciava o que ele faria na bossa nova. "Estrada do sol" pode ser considerada um dos primeiros impulsos em direção à esse movimento.
A composição de Dolores, Castigo, uma de suas músicas de maior destaque do chamado "estilo fossa" e foi um dos maiores sucessos da década de 50, transformando-se em clássico da música romântica. O samba-canção abolerado Fim de caso passou praticamente despercebido quando da sua primeira gravação, feita pela própria Dolores, em setembro de 1959. A letra é de um sentido poético notável e a música acompanha com perfeição o crescente desconsolo dos versos.
Outra composição de Dolores, que só veio a fazer sucesso mais tarde, foi o samba-canção A noite do meu bem, também gravado por Dolores em setembro de 1959, não obtendo, na época, grande repercussão.
Desde menina Dolores apresentava problemas de saúde, provocados por reumatismo infeccioso.
Em 23 de outubro de 1959, com 29 anos, chega em casa às 7:00 da manhã, e diz a sua empregada: "Não me acorde. Estou cansada. Vou dormir até morrer".

Site: http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/dolores-duran.html

Arnaldo Antunes

Entre falar e calar, seus poemas parecem dizer o indizível, por não tentar dizê-lo, mas realizá-lo através da linguagem.
Prefácio para o livro Não, de Augusto de Campos
Arnaldo Antunes
"Não", by Augusto de Campos, ed. Perspectiva: 24/10/2003
http://www.arnaldoantunes.com.br/sec_textos_list.php

sexta-feira, 18 de maio de 2007

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Marinês para a eternidade


Hoje chegando da faculdade, assistí a triste notícia da morte de Marinês, cantora pernambucana, que passou grande parte da sua vida na Paraíba, também conhecida como a Rainha do Xaxado ou a Luiz Gonzaga de saias(ao meu ver, a comparação pode ser dispensada, apesar de ela ter seguido o movimento puxado pelo velho Lula).
Segundo a reportagem, Marinês passou o dia de ontem bem, até brincou com os filhos, recebeu a visita de Genival Lacerda e sua esposa e à noite enquanto dormia, como morre um anjo, teve outro AVC e partiu quase sem perceber que partia.
É incrível como a morte 'inda nos causa dor, né?
As lembranças, ora nos confortam, ora nos magoam ...
Quando pequeno, tomando minha mamadeira deitado na rede, enquanto minha mãe executava os alfazeres domésticos, ouvíamos juntos (acho que ela nem sabia que eu também gostava) os discos de Marinês e sua Gente, era como se chamava a sua banda de baião (a primeira liderada por uma mulher).
"Quê que ôce foi fazer no mato maria chiquinha...?" Lembro dessa...
Tinha uma que eu adorava, "Ô Sirirí, Ó meu bem, Ô Siriá
Roubaram meu amor e me deixaram sem amar,
Eu agora arranjei outro, Quero ver você tomar..."
Depois de crescido, descobrí a força e a riqueza dessa artista e sua música e passei a admira-la por levar aquela música que nasce no íntimo dos interiores do nordeste até às nossas casas.
Que lindo trabalho Marinês realizou durante toda a sua vida!
Hoje assistí a notícia do seu falecimento ao lado da minha mãe e penso no quanto foram valiosas as vezes em que ouvimos juntos o seu lindo canto nordestino.

Obrigado Marinês, vida eterna à sua arte!



Leia um pouco sobre a vida de Marinês:


sábado, 12 de maio de 2007

LUNÁRIO PERPÉTUO


Entre os livros de grande circulação no Brasil, desde o século XVIII, encontra-se um de particular interesse na história das previsões metereológicas e influência dos astros sobre homens, animais e plantas. É o Lunário Perpétuo, do espanhol Jerônimo Cortez, traduzindo para o Português e editado em Lisboa, a partir de 1703.

A acolhida desse livro foi tão grande e ele se tornou um vade mecum tão popular que há edições ainda no século XX.

Pelo Lunário Perpétuo, as pessoas tinham acesso as técnicas de previsão do tempo, ao horóscopo, aos tipos de doença provocada por sol, lua, ventos em homens e animais, as técnicas de tratamento e cura. O autor cita sábio antigo, como Avicena e Plínio, repassando de forma simples, à moda de almanaque, conhecimentos e ensinamentos de grande erudição.

O Lunário Perpétuo circulou por toda parte e foi realmente útil aos lavradores, boticários, pescadores e agricultores de maneira geral. Temos notícia dele em praticamente todo nordeste brasileiro, em Ouro Preto e Mariana. É testemunha da fonte erudita de conhecimentos a que, sem cuidado, muita gente erudita chama de “popular”.

(Francelina Ibrahim Drummond)


Walter Firmo










Fotógrafo carioca formado no fotojornalismo, Walter Firmo faz parte da historia da fotografia brasileira.


Seu acervo cobre fatos relacionados a uma temática social e bem brasileira, registrando nosso folclore, nossa cultura e personagens típicos, de norte a sul do país, além de célebres figuras da cultura brasileira.


"Creio que a verdadeira função de uma fotografia é sobre tudo educar, levando ao espectador sempre algo de novo: o ato de ver uma fotografia será sempre um ato de conhecimento" W. F




quinta-feira, 10 de maio de 2007

Beatriz (Chico Buarque/Edu Lobo) por Sofia Vitória

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz

Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que ela é louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu

Ao Mestre Sivuca!



Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca, (Itabaiana, 26 de maio de 1930 — João Pessoa, 14 de dezembro de 2006) foi um dos maiores músicos brasileiros do século XX, de grande repercussão internacional. Além de compositor, Sivuca era um notável acordeonista (sanfoneiro).

Sivuca contribuiu significativamente para o enriquecimento da música brasileira, sendo reconhecido em todo o mundo por seu trabalho. Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues, jazz, entre muitos outros.
Sua iniciação musical se deu na infância, tocando em feiras e festas populares já aos nove anos de idade. Mudou-se para Recife aos quinze anos de idade, onde adotou seu nome artístico.
Seu primeiro LP, em 1950, em parceira com Humberto Teixeira, continha o seu primeiro grande sucesso, "Adeus, Maria Fulô" (que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60).
A partir de 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista dum grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris.
Morou em Nova Iorque de 1964 a 1976, onde entre outros trabalhos, foi autor do arranjo do grande sucesso "Pata Pata", de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60.
Em 20 de novembro de 2006 o músico lançou um DVD, totalmente produzido na Paraíba, “Sivuca – O Poeta do Som”, em homenagem aos seus 75 anos de carreira, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba.
Falece em 14 dezembro de 2006, depois de dois dias internado para tratamento de um câncer, que já o acometia desde 2004. Sivuca deixa uma filha, Flavia, que atualmente está levantando o acervo do pai, e mais três netos, Lirah, Lívia e Pedro.
ADENDO
Tenho um carinho enorme pela Paraíba e sua riquíssima cultura, isso sem falar nos amigos queridos que tenho por lá.
Ano passado, trabalhei e morei por 3 meses em João Pessoa, sua linda capial.
Voltei maravilhado com a qualidade do seu povo, das suas manifestações culturais, com a beleza do estado, litoral, agreste e sertão...
Lembro-me de ter passado na frente do prédio onde Sivuca morava e ter a sensação de estar perto dele, de quase conhecê-lo pessoalmente. Na época ele já estava abatido pela sua doença, mas quando eu soube da sua morte, senti a tristeza de não ter tido a oportunidade de conhecê-lo realmente.
Tenho até hoje, como um dos momentos mais marcantes da minha vida, o dia em que Sivuca tocou com a Orquestra Sinfônica do Recife eu estava lá presenciando tudo, de ouvidos, coração, corpo e alma bem abertos. A emoção daquele dia, não sei explicar em palavras.
E agora, dividindo a história desse artista com vocês através do Blog, acabei descobrindo muito mais sobre ele e me emocionando novamente, pois Sivuca, pra mim é sinônimo de boas lembranças e de bons sentimentos e sua música me enche de orgulho e saudosismo.

Sivuca

Pino Donaggio - Come sinfonia

terça-feira, 8 de maio de 2007

Dona Benta é a dona do Sítio do pica-pau amarelo e a vovó mais adorada do país. Vive lá com a sua neta Lúcia, que, por causa do seu nariz arrebitado, tem o simpático apelido de "Narizinho".

OOOPS!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Só pra não deixar dúvidas...

A grande maioria dos textos que publico aqui no blog não são de minha autoria (Quem dera fossem).
Procuro sempre colocar o nome do escritor abaixo do texto e o link para o site de onde foi retirada a matéria. Às vezes, quando não encontro o nome do autor, coloco apenas o link.
O que faço é pesquisar, ler e publicar (coisa que tenho adorado fazer).
Os poucos textos que escrevo não estão assinados.
Nota:

Não é sem apreensão que os amigos do Petit Prince o vêem correr aqui sua aventura. O homem de Estado, o homem de negócios, o geógrafo e até mesmo o guarda-chaves (sem suspeitar que são entrevistados no livro) afastarão o volume com desdém: - livro para crianças!
Sem dúvida, as crianças o acolherão de braços abertos, porque elas são capazes de compreender tudo, mesmo os livros para gente grande. Pois temos a certeza de que se trata de um livro - e urgentíssimo! para adultos. "O Pequeno Príncipe" é uma fábula. Ou, se preferirmos, uma parábola.
Não é um livro para crianças, porque traz justamente a mensagem da infância, a mensagem da criança. Essa criança que irromperá de repente no deserto do teu coração, a milhas e milhas de qualquer região habitada, - e na qual reconhecerás (ó prodígio!) os teus olhos, o teu riso, a tua alma de há vinte ou trinta anos. A menos que não queiras ver, a face do Pequeno Príncipe, a face de um outro, coroada com espinhos de rosa...
Este livro é também um teste. É o verdadeiro desenho número 1. Se não o quiseres compreender, se não te interessares pelo seu drama, aqui fica a sentença do principezinho: - "Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo!"


Site: http://opequenoprincipe.50webs.org/index.html


XXI


E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

Perto dos 30, parecendo menino.
Hoje fui à minha primeira aula do curso de música - licenciatura na UFPE.
Finalmente vou tirar minha carteira de estudante! hehehe
Inclusive, recebí um e-mail de Láis, uma amiga, sobre essa questão da meia entrada para estudantes! Concordo inteiramente com ela!
Leia e tire suas próprias conclusões!

"Eu vi uma declaração do Ney Latorraca e lembrei de uma passagem do seu blog, sobre o preço do ingresso do show do Chico Buarque... veja isso :

MEIO ATOR NÃO EXISTE No palco, o Latorraca aproveitou para fazer campanha contra a meia entrada nos teatros e cinemas. "Vocês estão diante de um ator inteiro. Não existe um meio ator, um meio coadjuvante. É a campanha da meia inteira".

fonte:
http://www.gda.com/consulta_noticias.php?idArticulo=333250

Acho q ele esqueceu que já foi estudante, e que somente assim muitas pessoas tem acesso a um pouquinho de cultura. Acho q esse "meio" deveria valer tb pra livros, cd´s e coisas mais uteis tb."
Laís Lino

sábado, 5 de maio de 2007


Poxa, não tô conseguindo mais postar vídeos no blog...já tentei de todas as formas e nada...Se alguém souber o que tá acontecendo, me avise!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Quando estou triste ou preocupado, meu remédio é ouvir música.
Por isso coloquei um bocado de músicas no blog (as que ouví nessa manhã) pois é o que tenho pra oferecer hoje. rsrs
Ontem, por pouco não excluí o blog, "tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu"... Mas, ele continua vivo, tá aí pra contar a história.

Jackson Five - I want you back

Stevie Wonder - Yester me, Yester you, Yesterday

Marvin Gaye - "What's Going On / What's Happening Brother"

Winston McAnuff - Ras Child (studio)

Reggae Jamaicano com sotaque francês.