sexta-feira, 7 de setembro de 2007

ESTUDO SOBRE A TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ

Na composição, os autores, Vinícius de Morais e Toquinho, informam, sem que seja comprovado, que a expressão seria uma espécie de xingamento em língua nagô.
Tonga, segundo o Dicionário Aurélio, pode ser uma palavra angolana para "terra a ser lavrada" ou "lavoura". É, ainda samtomensismo depreciativo, a designar descendentes de lusos, ou de serviçais, nascidos nas ilhas.
Já mironga seria, no candomblé e na macumba, "feitiço, sortilégio, bruxedo".
Cabuleté, no mesmo léxico, é "Indivíduo reles, desprezível, vagabundo".
Considerando tais acepções, tais vocábulos poderiam assim significar algo como: "A filha do feitiço feito pelo vagabundo"
A despeito de sua aparente significação estrangeira, a expressão serve-se de vocábulos constantes da língua portuguesa, falada no Brasil.

Lançada nos anos 70 pela dupla, foi um de seus maiores sucessos, cantada ainda pelo cantor Monsueto
, sendo, durante aqueles anos, uma expressão de uso bastante popular, à qual não se emprestava nenhum significado particular.
Entretanto, constitui-se numa "expressão sem sentido, mas com sentido poético dado pelo poema musicado".

Segundo Toquinho, a expressão teria sido criado por ele e Vinícius em substituição a um verso vetado pela censura, então vigente sobre as produções intelectuais e artísticas no Brasil, sob a ditadura militar.
(Wikipédia)



Agora você já pode mandar alguém pra Tonga da Mironga do Kabuletê sabendo realmente pra onde tá mandando o cristão.