Na composição, os autores, Vinícius de Morais e Toquinho, informam, sem que seja comprovado, que a expressão seria uma espécie de xingamento em língua nagô.
Tonga, segundo o Dicionário Aurélio, pode ser uma palavra angolana para "terra a ser lavrada" ou "lavoura". É, ainda samtomensismo depreciativo, a designar descendentes de lusos, ou de serviçais, nascidos nas ilhas.
Já mironga seria, no candomblé e na macumba, "feitiço, sortilégio, bruxedo".
Cabuleté, no mesmo léxico, é "Indivíduo reles, desprezível, vagabundo".
Considerando tais acepções, tais vocábulos poderiam assim significar algo como: "A filha do feitiço feito pelo vagabundo"
A despeito de sua aparente significação estrangeira, a expressão serve-se de vocábulos constantes da língua portuguesa, falada no Brasil.
Lançada nos anos 70 pela dupla, foi um de seus maiores sucessos, cantada ainda pelo cantor Monsueto, sendo, durante aqueles anos, uma expressão de uso bastante popular, à qual não se emprestava nenhum significado particular.
Entretanto, constitui-se numa "expressão sem sentido, mas com sentido poético dado pelo poema musicado".
Segundo Toquinho, a expressão teria sido criado por ele e Vinícius em substituição a um verso vetado pela censura, então vigente sobre as produções intelectuais e artísticas no Brasil, sob a ditadura militar. (Wikipédia)
Agora você já pode mandar alguém pra Tonga da Mironga do Kabuletê sabendo realmente pra onde tá mandando o cristão.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
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