sexta-feira, 8 de junho de 2007

Sinto saudade do interior,
da terra seca do sertão,
do meu rio São Francisco banhando a terra, meus olhos e minha alma,
de chupar tamarindo com sal e só de lembrar encher a boca d'água,
de comer carne seca com farinha, buchada, bejú, mungunzá, baião-de-dois, surubim assado na brasa e depois um licor de umbú pra adoçar a boca.
Saudade do bom dia aos velhinhos na calçada,
dos sapos coachando na porta, na fria madrugada,
saudade do que sou,
e o que sou é só saudade.

2 comentários:

Anônimo disse...

Acho que o que sou eh soh saudade tambem...

Nao vivi o sertao. Nao nasci no Sao Francisco, mas sinto saudade disso tudo. Parece que a minha vida inteira foi buscando algo que ainda nao encontrei.

Por favor pare o mundo. Deixa eu descer...
Quero uma vida normal. Gente simples e sincera. A meiguisse de um olhar. quero licor de umbu para adocar o meu coracao. Quero Beju, mungunza e baiao de dois. Quero a vida no olhar das pessoas. Cansei de correr do nada. Cansei de temer pelo desconhecido. Quero som de gente. Batida de coracao verdadeiro. Sorriso sincero. Quero comprimentar os velhinhos na calcada e um dia, quando velhinho, ser comprimentado pelos mocos e mocinhas do meu vilarejo. Quero ser respeitado pelo brilho dos meus olhos independente do meu sobrenome ou conta bancaria.
Quero cheiro de gente. Quero meu povo. Preciso viver novamente.Preciso viver...

Anônimo disse...

Saudade é...
Falta faz,
De estar,
De viver sertão.

Mas desejos por mais que doces para serem alcançados são trilhados por caminhos tortos, entre espinhos...

Menino, canta essa saudade
que ao ouvir aquele teu verso:
"...Nas aguas do velho chico
tão alvas como o papel..."
esse povo transborda de felicidade
saber ter canção.

Oh Asa Branca
Não voltes antes do inverno,
espera passar verão...
É preciso força...
É preciso esse ciclo...
Para consolidar teu sonho.